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Março - Mês de São José - Dia 31



TRIGÉSIMO PRIMEIRO DIA

Oremos para que nos conceda uma grande devoção a São José.
São José estava constantemente ocupado.
Os Santos têm sempre alguma coisa a fazer e fazem-na sem precipitação e também sem indolência. Feliz por ter de ganhar todos os dias o pão de Jesus e de Maria, José não teria perdoado a si a mínima perda de tempo e este pensamento: Eles não teriam o que precisam, ativava-lhe a coragem e dobrava-lhe as forças. A morte o surpreendeu no trabalho e morreu, com o sorriso nos lábios escutando estas palavras de Jesus: "Empregaste bem a tua jornada: vai servo bom e fiel, vai repousar!"
Ó Jesus, assisti-me na hora da minha morte e dizei-me, como a José, essas dulcíssimas palavras de esperança que me esforçarei por merecer, empregando em vossa glória os dias que me concederdes.

EXEMPLO

A 26 de Janeiro de 1856, deu entrada no hospital das religiosas de São Carlos de Virieux-Pelussin, no Loire, uma moça, em estado quase mortal; perdera o uso de todos os membros e de todas as faculdades físicas. Dispensaram-lhe todos os cuidados e depois de oito dias de cruéis sofrimentos, manifestou pequena melhora, porém continuava ainda surda e muda. Veio nesse Ínterim o mês de São José, e a jovem o fez com as outras enfermas. No derradeiro dia, após a oração habitual e no meio do mais profundo silêncio, quando se passava a recitar a ladainha de São José, ouviu-se a jovem enferma agradecer e invocar a São José lastimando não tê-lo conhecido por tanto tempo. Repentinamente abre os olhos e diz: "Ó, meu Deus, eu vejo!" E, um instante depois, exclama: "eu ouço!" Recobrava sucessivamente o uso dos sentidos. Toda a casa acudiu aos gritos de surpresa e alegria que soltaram as pessoas presentes: "Milagre! Milagre!" Dois dias depois, a doente levantou-se perfeitamente curada.
Roguemos todos os dias ao nosso glorioso Protetor que os nossos olhos nunca se fechem à luz da divina graça, e que os nossos ouvidos se abrem dóceis às palavras de vida e de salvação!



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Retirado do livro: Mês de São José por Mons. Dr. José Basílio Pereira

Março - Mês de São José - Dia 30



TRIGÉSIMO DIA

Oremos por nossos benfeitores, a fim de que Deus lhes retribua todo o bem que nos fazem.
São José era reconhecido
O santo Patriarca se havia habituado a ver a mão benfazeja do Senhor abrir-se a cada instante para dar-lhe alguma cousa. A luz de que gozava, o ar que respirava, o pão que ganhava, as forças que possuía; sabia que tudo isso vinha de Deus, e lhe agradecia a todo instante. Essa elevação incessante de seu coração reconhecido conservava-o numa alegria contínua... - Como ele, não recebemos nós tudo de Deus? Oh! se os nossos olhos se abrissem, como abrir-se-ão no céu, veríamos a Providência atenta em nos assegurar o bem estar, a paz, a alegria...
Demos-lhe graças hoje e não lhe desagrademos em coisa alguma. Ousaríamos cometer uma falta no momento mesmo em que Deus nos faz tanto bem?

EXEMPLO

Nos dias nefastos em que Napoleão I perseguiu a Igreja e teve prisioneiro o Sumo Pontífice Pio VI, decretou-se, entre outras coisas, que a igreja de São José, chamada da "Scala," na cidade de Lucca, fosse demolida. Um pedreiro ímpio, ao seguir com outros para a dita igreja, a executar o indigno decreto disse mofando: "Vou agora fazer a barba a São José". E escalando as paredes já fendidas do templo, começou a obra da destruição, descarregando fortes pancadas que repercutiam dolorosamente no coração dos fiéis que a curiosidade e o assombro tinham atraído. Uma pequena trave, de cuja extremidade saía um grande prego pontiagudo, se desprendeu e caiu do teto já abalado; e o prego foi cravar-se violentamente na cabeça do desgraçado sacrílego, que veio ao chão e foi logo um cadáver.
Ofereçamos homenagens e reparações a São José por todas as irreverências e desacatos cometidos contra a sua santa imagem.

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Retirado do livro: Mês de São José por Mons. Dr. José Basílio Pereira


Março - Mês de São José - Dia 29



VIGÉSIMO NONO DIA

Oremos para que Deus nos faça generosos, sempre na intenção de agradar-lhe.
São José dava com abundância
Dar aos pobres é aproximar-se de Deus. Oh! Como se havia de praticar a esmola na casinha de Nazaré! Não era do supérfluo que se dava, mas do necessário em que se faziam cortes, todos os dias. Quando, ao fim do dia, chegava a hora do repouso: "Ainda um pouco de trabalho pelos pobres!" Dizia Jesus e José voltava a faina, ajudado por Jesus e Maria; e depois desse labor suportado com alegria, repousavam todos mais felizes, pensando em que, no dia seguinte, os pobres, teriam um quinhão maior.
Se tendes pouco, daí pouco; se tendes muito, dai muito, mas daí sempre, depositais a juros, para o céu, tudo o que distribuis entre os pobres.
Darei hoje as esmolas que puder, ainda que para isso seja preciso privar-me de alguma coisa.

EXEMPLO

"Ó Propagador da devoção a São José,” em seu fascículo de Julho de 1886, publica a seguinte comunicação:
"Uma piedosa senhora tinha em seu gabinete uma imagem do Santo Patriarca e, dedicando-lhe muita devoção, não saia de casa sem fazer-lhe alguma oração ou dizer-lhe ao menos, quando não dispunha de mais tempo: “Meu bom São José, abençoai-me e guardai esta casa!" Em Agosto de 1885, em sua ausência, um malfeitor, quebrando as vidraças da janela, penetrou no interior e foi até a alcova. Armário, gavetas, pequenas caixas, tudo foi revolvido. Chegando, porém, ao guarda-roupa que estava entreaberto e que também foi visitado, não tocou numa caixa de chapéu onde a senhora deixara naquele dia perto de 700 francos as suas economias de alguns anos. Malogrado em seus cálculos e impacientes retira-se e entra do mesmo modo em casa de um professor, onde arromba um cofre fechado e rouba 760 francos. Certa de que devia a conservação de seu pecúlio a São José, que assim justificava a grande confiança com que era invocado a fervorosa devota vinha dar um público testemunho de seu reconhecimento em honra do Santo Patriarca e remeteu uma pequena esmola para auxílio da obra de resgate dos escravos nas terras da África."
Roguemos a São José que nos guarde sempre contra as ciladas e assaltos de quaisquer inimigos desconhecidos e ocultos.

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Retirado do livro: Mês de São José por Mons. Dr. José Basílio Pereira

Março - Mês de São José - Dia 28



VIGÉSIMO OITAVO DIA

Oremos, pedindo a graça de evitar a precipitação.
São José era Prudente
A prudência não destrói a simplicidade nem a retidão: é uma trincheira em defesa duma e doutra. - São José não estreitava amizade com todos: experimentava, observava antes de abrir o coração. - São José contava com a Providência, mas sabia que ela só intervém, quando se tem feito por si tudo o que se pode, e havia-se como se tudo dele dependesse. - São José sentia-se protegido por Jesus e Maria, mas evitava toda a ocasião, do mal, considerando que Deus, não faz milagres por aqueles, que se expõem voluntariamente. Três coisas nas quais preciso imitar-vos, ó São José: a escolha de meus amigos, a assiduidade em meu trabalho a fuga das ocasiões.
Velarei sobre mim, invocar-vos-ei para que sempre me ampareis.

EXEMPLO

 A 19 de Março de 1870, numa pequena cidade de Itália, em consequência de uma desgraça que se dera na família, um moço de trinta e três anos foi acometido de tão viva dor e tamanha exaltação mental, que resolveu pôr termo a própria vida e, para esse fim, disparou um tiro de pistola sobre o coração. Ao golpe sinistro, caiu o infeliz banhado em sangue, porém ainda vivo, e, em vez de arrepender-se e implorar socorro, pedia que acabassem de matá-lo quanto antes. São assim esses pretendidos espíritos fortes; não podem suportar um instante de adversidade e diante da tribulação facilmente desesperam e sucumbem. O triste acontecimento consternou profundamente a família da qual as pessoas mais piedosas logo se lembraram de recorrer ao valimento do grande Santo que a Igreja festejava nesse dia. Muitas e fervorosas orações foram dirigidas ao santo Patriarca e este as ouviu favoravelmente. De fato depois de dez horas de terríveis convulsões ocasionadas pela ferida, o moço recobrou a serenidade de espírito, pediu publicamente perdão do crime cometido, e mostrou desejos de confessar-se e receber o sagrado Viático. Enquanto se rezava a São José, o poderoso Santo havia falado ao coração do infeliz e o transformara. Uma crise ameaçadora ainda esteve a impedir que recebesse o Santíssimo Sacramento, mas São José venceu também esse obstáculo. O moço pôde comungar, e passou a última hora de sua vida a abraçar e oscular o crucifixo, dando exemplo admiráveis de resignação e de calma preparação para a morte. Entre os presentes não houve quem não atribuísse à mediação de São José tão consoladora conversão.
Nas mais dolorosas provações, invocando o Santo Patriarca, supliquemos a graça de imitá-lo em sua plena conformidade à Vontade Divina.

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Retirado do livro: Mês de São José por Mons. Dr. José Basílio Pereira


Março - Mês de São José - Dia 27



VIGÉSIMO SÉTIMO DIA

Oremos para que Deus nos perdoe todas as nossas suspeitas sobre o próximo.
São José procedia com simplicidade
Ele via as coisas como elas se apresentavam, não indagando nunca se traziam alguma intenção má que lhe houvessem querido ocultar. Em Belém, por exemplo diziam-lhe: "Não temos lugar para receber-vos." E, se lhe vinha o pensamento de que o repeliam por ser pobre, ele não o acreditava e repetia simplesmente: "Não tem lugar!"
Em Nazaré, quantas coisas feitas por Jesus e Maria, cujo motivo não descortinava! Seguia tudo com inteira confiança dizendo consigo: Jesus e Maria não podem fazer nem querer o mal. - Quanta calma, quanta felicidade traria à nossa alma este modo de pensar!
 Eu vo-lo peço, ó São José, concedei-me a graça de me abster sempre de julgar aqueles a quem não devo julgar, e de nunca procurar intenções más nos atos alheios.

EXEMPLO

"Os Anais de Nossa Senhora do Sagrado Coração", em seu número de Março de 1870, narram o seguinte: "Um homem de boa posição na sociedade foi atacado de um mal que a medicina julgou incurável. Tinha um tumor canceroso debaixo da língua, e os profissionais declararam impraticável a operação.
Era, portanto inevitável a morte e morte dolorosa e terrível. O enfermo, que era homem de fé, teve a ideia de fazer uma novena a São José antes da festa deste Santo. Dez vezes por dia ele exclamava: "São José, Amigo do Sagrado Coração de Jesus, rogai por mim". E ainda não terminara a dita novena, durante a qual suspendeu o uso dos remédios, já a cura se manifestava. O tumor havia desaparecido contra as previsões dos médicos. O privilegiado comungou em ação de graças no próprio altar de São José "Amigo do Sagrado Coração," em Isoudum, e aí deixou um ex-voto como penhor de seu reconhecimento.
Encomendemo-nos a São José para que ele nos preserve de toda a corrupção de alma e do corpo.


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Retirado do livro: Mês de São José por Mons. Dr. José Basílio Pereira

Março - Mês de São José - Dia 26



VIGÉSIMO SEXTO DIA

Oremos para que todas as nossas ações se inspirem no amor de Deus.
São José era de uma justiça e de uma probidade perfeita.
É raro, em verdade, querer-se enganar formalmente, mas há pequenas fraudes que se cometem comumente sem escrúpulos e sem remorsos, quer em conselhos que se dão com egoísmo, sem considerar se prejudicarão a outros; quer no uso das coisas alheias, sem a permissão de seus donos; quer na falta de cuidado com objetos que se obtém por empréstimo e que, por nossa negligência, se arruínam e muitas vezes se extraviam! São José, em suas relações com o próximo, era de uma probidade escrupulosa! Acostumai-vos a respeitar o que não é vosso.
Pouco é pouco, sem dúvida, mas a justiça é delicada e clama sempre que ofendida.

EXEMPLO

Um moço da cidade de Turim que não tinha nenhum principio religioso, comprando uma vez um pouco de rapé distraidamente pôs-se a ler o papel em que este fora envolvido; era uma oração a São José para obter a graça de uma boa morte. Essa oração, que mal compreendia, despertou-lhe certo interesse e tocou-lhe o coração. A cada instante voltava à sua leitura. Os camaradas, excitados pela curiosidade, queriam tomar-lhe das mãos aquela folha para ver o que continha mas o moço a escondeu e entrou de novo a divertir-se com eles. Sentia, porém um desejo ardente de tornar a ler a pequenina oração, que de princípio lhe causara uma impressão indizível; e assim logo que o deixaram só, volveu à leitura, e tantas vezes a fez que acabou por aprendê-la de cor e repeti-la por hábito. São José não foi insensível a esta homenagem, embora quase involuntária: moveu de tal sorte o coração deste moço, que por si mesmo procurou um sacerdote que o instruísse na religião e, conduzido ao serviço de Deus, nele perseverou até a morte.
Roguemos a São José que cerque de bons exemplos e santas inspirações todos os seus devotos, para que eles o glorifiquem no tempo e na eternidade.

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Retirado do livro: Mês de São José por Mons. Dr. José Basílio Pereira


Março - Mês de São José - Dia 25




VIGÉSIMO QUINTO DIA

Oremos hoje para que Deus nos guarde de pensar mal de outrem.
São José vivia na humildade
Trabalhava para contentar a Jesus e a Maria: muitas vezes algum deles com um benévolo sorriso lhe agradecia e então José, todo venturoso, bendizia a Deus pelo prêmio que lhe dava. - A humildade é isto. - Ser humilde não é dizer em toda a parte que nada se faz de bom, mas é atribuir a Deus as nossas vantagens e elevar sempre a ele os elogios que nos dirigem... O que pondereis fazer de útil, sem o socorro de Deus?... Nada. Vossa inteligência, vossos órgãos, tudo vos é dado por Ele...
Oh! se algures sois estimado, louvado, recompensado, alegrai-vos, com razão, mas como José, dizei: Graças ao bom Deus! Acostumai-vos a tudo referir a Deus... Que manancial de paz, quando somos advertidos ou censurados!... Tem-se pesar, mas não se sente perturbação e diz-se: Procederei melhor daqui em diante, porque escutarei mais a Deus.
Recitarei hoje com fervor o meu terço em honra da Anunciação da Santíssima Virgem. 
                          
EXEMPLO

A 25 de Junho de 1868, cerca das 7 horas da manhã uma violenta borrasca desabou sobre a cidade de Fermo na Itália. Uma das várias faíscas elétricas que nessa ocasião caíram penetrando no andar superior do palácio de um conde, pelos cordões das campanhas, desceu ao pavimento inferior, percorreu salas e chegou até a alcova em que o nobre dormia. Passado o momento do pânico ouviram-se gritos do dono da casa que clamava: "Milagre! Milagre!". O raio não só não havia ofendido a ninguém, mas, sem deixar vestígios de sua passagem na alcova, desaparecera por detrás de um quadro de São José, suspenso na parede, ao lado do leito. Dera-se, na véspera à noite, uma circunstância que parecia explicar de algum modo o prodígio. O fidalgo tinha o costume de recitar às quartas-feiras os Salmos de São José e naquele dia se recolhera sem o fazer deixando a sua devoção para o dia seguinte: mas, custando a conciliar o sono, ergueu-se, acendeu a luz e naquela mesma hora rezou. Na manhã seguinte, logo ao despertar, tinha aquele vivo testemunho da proteção especial que lhe dispensava o seu Santo predileto.
Supliquemos a São José que nos defenda contra todo o perigo de morte violenta.


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Retirado do livro: Mês de São José por Mons. Dr. José Basílio Pereira

Março - Mês de São José - Dia 24



VIGÉSIMO QUARTO DIA
Oremos em união com as pessoas que fazem devotamente o mês de São José.
São José vivia no fervor
Ser fervoroso é aspirar, ser cada vez mais santo, é querer fazer mais hoje do que se fez ontem, mais hoje à tarde do que esta manhã... É procurar sempre aumentar, senão a tarefa, a atenção ligada à ela, o cuidado em executá-la... O fervor é a vida, a marcha da alma para o céu... Não compreendeis que devia ser esta toda a aplicação de São José?... Agradar a Jesus, a Maria: fazer hoje por eles alguma coisa mais do que ontem.
Não é assim que tendes visto o amor de vossa mãe por vós? Fazei assim por Jesus, por vossos amigos, por vossa alma! Como o bom Deus há de sorrir aos vossos esforços!

EXEMPLO

Nas mais críticas ocasiões, combatamos o desânimo, invocando o Santo Patriarca!

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Retirado do livro: Mês de São José por Mons. Dr. José Basílio Pereira


Março - Mês de São José - Dia 23



VIGÉSIMO TERCEIRO DIA

Oremos pedindo perdão de nossas dissipações.
São José vivia no recolhimento
Recolher-se é ocupar-se em ver a Deus no íntimo da consciência e esforçar-se por não deixá-lo só, oferecendo-lhe tudo o que se faz: São José avançava todos os dias nesta vida de união interior com Deus; nunca se julgava só e se lhe houvessem perguntado alguma vez: em que pensais? Ele teria respondido sempre em Deus. Felizes as almas que, à força de atenção sobre si mesmas, vivem esta vida preciosa!...
Acostumai-vos a isto, e destinai hoje alguns minutos que empregareis todos em contemplar a Deus habitando em vossa alma como numa mansão que lhe pertence. Não consintais nada nessa alma que ofenda-lhe as vistas e o force a queixar-se de vós.

EXEMPLO

"O Propagador da Devoção a São José," em seu número de Outubro de 1871, publicou a seguinte comunicação que lhe foi dirigida por um grupo de pessoas piedosas residentes em Nice, costa do sul da França.
"É com o maior contentamento que vimos hoje satisfazer uma dívida de gratidão contraída com São José Este poderoso Protetor nos valeu de um modo evidente. Durante a guerra contra a Prússia, quando era geral a consternação e as famílias viviam na ansiedade e na angústia, muitos de nós não tinham um instante de sossego: estavam nas fileiras do exército irmãos e sobrinhos nossos, expostos ao ferro e ao fogo dos prussianos. Estabelecemos uma liga de orações em honra de São José, prometendo que, se os nossos parentes, em número de dezesseis, que se achavam então em presença do inimigo, voltassem todos sãos e salvos, nós daríamos publicidade ao fato e nos empenharíamos cada vez mais na propagação do culto de São José. O Santo Patriarca ouviu os nossos rogos: "Nenhum dos nossos parentes que tomaram parte na campanha, sofreu o mais leve ferimento."
Confiemos a São José o cuidado de guardar os nossos irmãos contra os golpes de seus inimigos.


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Retirado do livro: Mês de São José por Mons. Dr. José Basílio Pereira

Março - Mês de São José - Dia 22



VIGÉSIMO SEGUNDO DIA

Oremos pedindo a Deus a fidelidade em referir-lhe todas as nossas ações.
São José santificava-se cada dia mais
A vida de São José foi a vida comum que três palavras podem resumir: pobreza, provações, trabalho. Foi com esses elementos que se fez um Santo.
Sofreu com paciência, orou constantemente, tudo referiu a Deus, e bastou-lhe isto para exceder em santidade, dizem os doutores, os Santos do céu.
Em minha condição presente, na condição que Deus me reserva no futuro, ei de achar sempre a possibilidade e até a felicidade de me tornar um Santo Ó São José! Fazei-me compreender bem o valor destas três palavras: Resignação - Trabalho - Pensamento em Deus.

EXEMPLO

O Padre Caubert, cura de Chalindrey, no Alto Marne, refere que, em junho de 1867, rebentou um grande incêndio em sua freguesia sendo presa das chamas quatorze casas. Quando o fogo, parecia querer devorar tudo, e já a flecha do campanário principiava a arder um homem de viva fé, jogou uma medalha de São José no meio das labaredas. Imediatamente o vento mudou, e o incêndio voraz se extinguiu poupando até uma casa coberta de "colmo" que as chamas já atingiam.
"Os homens sem crença", escreveu o citado sacerdote, noticiando o fato na imprensa religiosa, não sabem explicar o prodígio; porém, todos os cristãos viram claramente no ocorrido a proteção de São José.
Peçamos a São José que nos defenda e o que é nosso contra todos os elementos da destruição.

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Retirado do livro: Mês de São José por Mons. Dr. José Basílio Pereira


Sete Dores e Alegrias de São José

1a - Ó Esposo puríssimo de Maria Santíssima, glorioso São José, assim como foi grande a amargura de vosso coração na perplexidade de abandonardes vossa castíssima Esposa, assim foi inexplicável a vossa alegria, quando pelo Anjo vos foi revelado o soberano mistério da encarnação.

Por esta vossa dor e por este vosso gozo, vos rogamos a graça de consolardes agora e nas extremas dores, a nossa alma com a alegria de uma boa morte semelhante à vossa entre Jesus e Maria.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória

Mt 1, 18

















Mt 1, 20-21























2a - Ó felicíssimo Patriarca, glorioso São José, que fostes escolhido para o cargo de pai putativo do Verbo Humanado, a dor que sentistes ao ver nascer em tanta pobreza o Deus Menino, que se transformou em celeste júbilo ao escutardes a angélica melodia e ao verdes a glória daquela brilhantíssima noite.

Por esta vossa dor e por este vosso gozo, suplicamos a graça de nos alcançardes que depois da jornada desta vida, passemos a ouvir os angélicos louvores e gozar os resplendores da glória celeste.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória

Jo 1, 11

Lc 2, 15-16









































3a - Ó obedientíssimo executor das divinas leis, glorioso São José, o sangue preciosíssimo, que na Circuncisão derramou o Redentor Menino vos transpassou o coração, mas o nome de Jesus vo-lo reanimou, enchendo-o de contentamento.

Por esta vossa dor e por este vosso gozo, alcançai-nos que, sendo arrancados de nós os vícios nesta vida, com o nome de Jesus no coração e na boca expiremos cheios de júbilo.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória

Lc 2, 21

Lc 1, 21






































4a - Ó fidelíssimo Santo, que também tivestes parte nos mistérios de nossa redenção, glorioso São José, se a profecia de Simeão a respeito do que Jesus e Maria tinham de sofrer vos causou mortal angústia, também vos encheu de sumo gozo pela salvação e gloriosa ressurreição, que igualmente predisse, teria de resultar para inumeráveis almas.

Por esta vossa dor e por este vosso gozo, obtende-nos que sejamos aqueles que, pelos méritos de Jesus e pela intercessão da Virgem Sua Mãe, têm de ressuscitar gloriosamente.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória

Lc 2, 34-35

Lc 2, 30-31






























5a - Ó vigilantíssimo guardião, íntimo familiar do Filho de Deus encarnado, glorioso São José, quanto penastes para alimentar e servir o Filho do Altíssimo, particularmente na fuga que com ele houvestes de fazer ao Egito! Mas, qual não foi também vosso gozo por terdes sempre convosco o mesmo Deus e por verdes cair por terra os ídolos do Egito.

Por esta vossa dor e por este vosso gozo, alcançai-nos que, expelindo longe de nós o inferno tirano, especialmente com a fuga das ocasiões perigosas, sejam derrubados de nosso coração todos os ídolos de afetos terrenos e que inteiramente empregados no serviço de Jesus e de Maria, para eles somente vivamos e felizmente morramos.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória

Mt 2, 13
Mt 2 , 15








































6a - Ó anjo da terra, glorioso São José, que cheio de pasmo vistes o Rei do Céu submisso aos vossos mandatos, se a vossa consolação, ao reconduzi-lo do Egito, foi turbada pelo temor do Arquelau, sossegado pelo Anjo, permanecestes alegre em Nazaré com Jesus e Maria.

Por esta vossa dor e por este vosso gozo, alcançai-nos que, desocupado o nosso coração de vãos temores, gozemos paz de consciência, vivamos seguros com Jesus e Maria, e também entre eles morramos.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória.

Mt 2, 21-22

Mt 2, 23






































7a - Ó exemplar de toda santidade, glorioso São José, que perdestes sem culpa vossa o Menino Jesus, e para maior angústia houvestes de buscá-lo por três dias, até que com sumo júbilo gozastes do que era vossa vida, achando-o no templo entre os doutores.

Por esta vossa dor e por este vosso gozo, suplicamos, com o coração nos lábios, que interponhais o vosso valimento para que nunca nos suceda perdermos a Jesus por culpa grave, mas se por desgraça o perdermos, com tão contínua dor o procuremos, que o achemos favorável, especialmente a gozá-lo no céu e lá cantarmos convosco eternamente Suas divinas misericórdias.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória

Lc 2, 44-45

Lc 2, 46








































Antífona. O mesmo Jesus tendo quase trinta anos era reputado por Filho de José.

Rogai por nós, Santíssimo José
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo

Oremos:
Ó Deus, que por Vossa inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de Nossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos.
Assim seja.