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Capítulo XXXVII - Pensamento que desconforta

CENTELHAS EUCARÍSTICAS
 PEQUENA COLEÇÃO
DE
Pensamentos e afetos devotos
a
JESUS SACRAMENTADO


XXXVII
Pensamento que desconforta
__________

TEM acontecido mais de uma vez que tenha perdido a fé em Jesus Sacramentado quem foi educado e passou os anos mais belos da sua vida à sombra do Tabernáculo. O escândalo contristou as almas piedosas e boas, que acorreram, numerosas e plangentes, aos pés de Jesus, para compensá-lo com o próprio amor da ofensa sofrida, e constrangê-lo a ter piedade do renegado.
E se uma desventura como esta me tocasse também a mim? Grande Deus! Quem me assegura que crerei sempre em Jesus Sacramentado e que sempre o amarei? Também eu posso cair no abismo da incredulidade... Eu, eu mesma, que agora faço todos os dias a minha adoração eucarística, que todos os dias ouço Missa e faço a Comunhão, eu que estou ligada a Jesus por especiais vínculos de amor... Eu posso descer até o ponto de pensar dentro de mim mesma e de professar publicamente que a Eucaristia é uma ilusão, e que Jesus de modo algum vive entre os filhos dos homens... Também eu posso perder a fé... Que pensamento horrendo!
E porque é que outros perderam a fé? E porque posso perdê-la também eu? Mistérios são estes quase impenetráveis à minha mente... Certo é, porém que, sem culpa minha, eu não virei jamais a perder a fé. É verdade que, vivendo num mundo perverso e descrente, eu caminho sobre a orla dum abismo; mas também é certo que, se Jesus, para não deixar-me cair dentro, devesse empregar todos os anjos do Paraíso, de boa vontade o faria, desde quando a minha vontade se não rebelasse contra esse ato da sua misericórdia, e da minha parte fizesse o possível para não precipitar-me.
Portanto, todas as vezes que eu recordar a queda de tantos infelizes apóstatas, elevarei súbito a Jesus o meu coração desconfiado pelo temor, e lhe pedirei, primeiro que tudo, que me conceda a graça de não perder a fé. Resolvo, também, exercitar frequentemente a fé na sua presença real, na Eucaristia. Não mais farei uma visita, ouvirei uma Missa, farei uma Comunhão, sem antes avivar bem a minha fé na presença de Jesus no Sacramento.
É tão pavoroso o pensamento de poder apostatar de Jesus, que estou disposta a qualquer sacrifício de saúde, de honra e de bens, e da própria vida, antes que sofrer uma desgraça como esta.
E tu, ó bom Jesus, que hoje quiseste sacudir a minha alma com um pensamento tão horrendo, faze-me esta graça: abre o Tabernáculo... Abre o teu Coração, e deixa-me esconder dentro, e depois fecha-me todas as portas de saída... Faze-me depois encontrar neste Coração cem calvários e mil cruzes, mas, por caridade! Que eu creia sempre em Ti!

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